Airbnb vencedor da categoria mobile do South by Southwest, reforça o time de cases de sucesso em consumo colaborativo
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Edmar Miyake
A Airbnb é uma empresa relativamente nova, que foi fundada a partir de um simples conceito – conectar pessoas que procuram um lugar para ficar e pessoas que têm um espaço livre para emprestar/alugar – e que recentemente atingiu a incrível marce de um milhão de noites reservadas. É uma marca impressionante para uma empresa que tem menos de cinco anos de vida, e um salto gigante para o movimento de consumo colaborativo que segundo Rachel Botsman co-autora do livro “What’s Mine Is Yours: The Rise of Collaborative Consumption” está em sua “fase incipiente” e tem o potencial de ser um catalisador cultural e económico para as mudanças nas formas que vivemos e fazemos negócios.
O sucesso da Airbnb e de seu aplicativo – que já atingiu em poucos meses mais de 160.000 de downloads no itunes – é um bom sinal por uma série de razões. Em primeiro lugar, é simplesmente gratificante ver página após página de opiniões positivas sobre as experiências de seus usuários. Por mais absurdo que possa parecer, em sua maioria, estranhos na Internet tendem a se comportar bem. “Eu vou passar a noite na casa desse cara que eu acabei de conhecer” não soa mais tão assustador quanto soaria alguns anos atrás. Na verdade soa mais para “Eu vou passar a noite na casa de uma cara que tem uma grande sala com vista para o mar e 180 reviews com cinco estrelas”.
O sucesso do Airbnb continua a evidenciar que o consumo colaborativo não é apenas algo que as pessoas procuram quando estão querendo economizar, ou quando estão sem opções (de hospedagem no caso) – claro, muita gente usa o Airbnb, para encontrar um bom quarto com preços comparativamente mais baixo – mas há muitos que usam o aplicativo para encontrar lugares que custam milhares de dólares por noite.
Se a empresa era apenas dirigida por uma resposta a um mau momento da economia, agora que os mercados estão em alta, seria de esperar que os negócios do Airbnb fossem pelo menos diminuir a velocidade de crescimento, mas ao invés disso, eles estão crescendo – e rápido. A companhia reportou em janeiro passado um de 65%.
No que diz respeito ao modelo de negócio o Airbnb leva uma porcentagem de 10% do preço de reserva, o que significa que 90% do dinheiro das mais de um milhão de noites reservadas foi diretamente para as mãos dos usuários do aplicativo.
Os Estados Unidos sempre foram amplamente criticados pelos excessos do capitalismo e pela cultura gananciosa de suas grandes corporações, mas parece que os emprendedores de crowd-sourcing e os beta-empreendedores como a Airbnb encontraram um meio-termo onde todos saem ganhando.
Então parabéns, Airbnb. Compartilhar é cuidar de fato.
fontes: JustMeans, South by South West, RCR Wireless