
Há poucos anos, as pessoas não imaginavam que a tecnologia móvel fosse expandir tão rapidamente. Muitos consideravam que a possibilidade de realizar compras e efetuar pagamentos utilizando os dispositivos móveis estaria num futuro distante. No entanto, com a grande popularização dos smartphones, o desenvolvimento da tecnologia de dados, o usuário já possui a conveniência de resolver muito de suas tarefas através do aparelho móvel e a exploração desses recursos está cada vez mais intensa.
Para se ter uma idéia, há previsões de que as compras on-line de bens e serviços feitas via dispositivos móveis devem atingir US$ 119 bilhões até 2015. Em alguns países o m-commerce já é uma realidade.No Japão, por exemplo, 50% de todas as transações digitais já ocorrem desta maneira. Nos EUA algo semelhante pode ser observado, porém em menor proporção, com 25% das transações realizadas dessa forma e forte adesão dos jovens, já que 2/3 dos americanos entre 18 e 34 anos realizam compras por meio de seus celulares sem qualquer desconfiança. A expectativa é de que essa adesão aumente para as compras de final de ano, já que 62% admitiram que incentivos móveis, tais como cupons, ofertas de descontos, alertas por texto, vales-presentes e planos de fidelidade poderiam levá-los a fazer compras por meio do dispositivo móvel.
No Brasil esse movimento ainda apresenta-se em desenvolvimento. Pode-se classificar o uso dos dispositivos como uma forte ferramenta de pesquisa e comparação, com 79% dos usuários utilizando-se dos dispositivos para busca de informações e valores de bens físicos ou digitais, mas não necessariamente para a compra final, apontando a falta de segurança das operações como principal impedimento para tal ação, algo a ser ponderado pelos pretendentes a este mercado. Nota-se a importância dos smartphones e tablets como acesso à internet e conteúdo. Com relação à segurança, esta desconfiança é considerada normal, uma vez que um fenômeno semelhante ocorreu no início do e-commerce no país. Hoje, 70% dos usuários afirmam sentir-se mais seguros para comprar na internet do que há dois anos. Este ano, 4 milhões de pessoas fizeram a sua primeira compra online, sendo que 61% pertenciam à classe C.
Apesar da insegurança inicialmente constatada, 20% dos consumidores da América Latina apresentam-se aptos para gastar mais do que 200 reais em compras móveis.
Referência no comércio eletrônico, 2% dos acessos ao Mercado Livre do Brasil já são realizados à partir deste tipo de dispositivo, o que representa 17 milhões de visualizações de página. Outro destaque vai para a aquisição de cupons em clubes de compras coletivas. No Brasil, usuários de iPhone são os que mais compram.
O segmento mobile brasileiro é marcado pela urgência no consumo e realização das atividades, dessa forma, o serviço deve ser reduzido à sua essência. A empresa que quiser obter sucesso neste novo segmento deverá combinar usabilidade perfeita com relações de confiança.
Fontes: ABI Research, e-bit, it Web, Mastercard, Mobile Entertainment Forum (MEF), Mobile Marketing Association (MMA), O2, Sybase 365 e W/McCann.